sábado, 13 de fevereiro de 2016




Um terço dos rapazes acha legítima a violência sexual no namoro

Um estudo sobre violência no namoro realizado junto de 2500 jovens revela que quase um terço dos rapazes (32,5%) acha legítimo exercer violência sexual e que 14,5% das raparigas não considera violência forçar um beijo ou sexo."Temos 14,5% das raparigas a não reconhecerem que forçar para beijar ou para ter relações sexuais constitui uma forma de violência [sexual], contraponto com mais do dobro dos rapazes (32,5%) que também não o reconhece como tal", revelou à agência Lusa, a criminóloga Cátia Pontedeira, da UMAR, em antecipação à apresentação, a fazer hoje no Porto, de um estudo sobre violência no namoro.

O estudo sobre a prevalência e legitimação da violência no namoro, desenvolvido nos últimos quatro meses pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), inquiriu jovens do Grande Porto, Braga e Coimbra e conclui que os rapazes legitimam mais os comportamentos violentos do que as raparigas e que da totalidade dos 2500 jovens, "16% considera normal forçar o/a companheiro/a a ter relações sexuais".

No que diz respeito à legitimação da violência, ou seja à não-aceitação de determinado comportamento como violência no namoro, os dados revelam que quase um quarto dos jovens (22%) considera "normal" a violência no namoro.

"É ainda uma percentagem mesmo muito alta haver 22% a considerar normal algumas das formas de violência", considerou a criminóloga, referindo que nesta violência geral está incluída a "violência física, sexual e ou psicológica".A criminóloga adiantou que o estudo, realizado no âmbito do projeto Artways - Políticas Educativas e de Formação contra a Violência e Delinquência Juvenil e que contou com adolescentes entre 12 e 18 anos, indica que "7% dos jovens já tinham sofrido algum tipo de violência nas suas relações de namoro" e que a maior parte da violência descrita é psicológica.

A violência física no namoro foi assumida por 5% do total de jovens inquiridos e a violência sexual foi reportada por 4,5% dos jovens.

"Estes dados de prevalência de violência são preocupantes", considerou a criminóloga da UMAR, lembrando que se está a falar de um grupo de jovens cuja idade média é de 14 anos. A UMAR, que faz estudos sobre violência de namoro desde 2009, indica que com estes dados recentes se verifica que a "vitimização tem subido ligeiramente, o que não significa necessariamente que haja mais vítimas no namoro.

"Pode significar, por exemplo, que há um maior reconhecimento deste fenómeno e, portanto, uma maior denúncia, uma maior procura de ajuda e também maiores dados estatísticos em termos da sua prevalência.

Para a UMAR, este aumento de violência no namoro é importante, no sentido de que os jovens estão cada vez mais a ficar informados do que é a violência no namoro, que é crime, e que, portanto, é importante os jovens saberem que podem procurar ajuda especializada.

"Os dados deste estudo levam-nos a afirmar e defender que há ainda uma grande necessidade de trabalhar estes temas com os jovens", alertou Cátia Pontedeira, lembrando que a UMAR está a desenvolver um trabalho de "prevenção primária na violência de género e que está a decorrer nas escolas há mais de 12 anos.

Por violência física entenda-se violência que deixa marcas visíveis físicas e atos que não deixem vestígios, como por "empurrar ou puxar".

Na violência sexual está implícito a violação, mas também pressões verbais como dizer "se não fazes sexo, não gostas de mim ou estás a perder o interesse em mim". Já na violência psicológica a maior incidência são as proibições de estar ou falar com amigos ou mexer no telemóvel.

Em fevereiro de 2013 o Código Penal passou a considerar crime de violência doméstica as agressões entre namorados e também entre ex-namorados. Namoro é um relacionamento amoroso entre duas pessoas em que a aproximação física e psíquica, fundada numa atração recíproca, aspira à continuidade, deixando de fora meros namoros passageiros, ocasionais, fortuitos, flirts, lê-se no Dicionário Houaiss da Língua portuguesa.

sábado, 19 de dezembro de 2015

A enfermagem forense está mais uma vez de parabéns, mais uma conquista importante. Pela primeira vez um país do Médio Oriente tem uma equipa de enfermeiras forenses com formação e com treino. Uma conquista importante para a enfermagem forense. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Enfermagem Forense

Gostaria hoje de esclarecer alguns aspetos importantes para quem pretende ser enfermeiro forense, isto porque existem umas pessoas que apenas falam por falar, e acham que são donas da verdade da sabedoria, pessoas essas que dizem que fazem enfermagem forense quando na realidade nos países onde vivem, nunca exerceram. Para essas pessoas eu passo a explicar, que a enfermagem forense não trabalha com os agressores, na melhor das hipóteses faz recolha de vestígios no suspeito caso o tribunal assim o indique, com os agressores trabalham alguns psicólogos forenses não os enfermeiros forenses. Os enfermeiros forenses trabalham com as vítimas, primeiro reconhecendo os sinais de eventual crime, segundo recolhendo a história do abuso, terceiro recolhendo eventuais vestígios, quarto encaminhando as vítimas para serem acompanhadas não só para follow up clínico, como para as entidades de proteção e policiais, quinto denunciando o abuso e sexto entregando à autoridade os vestígios recolhidos colaborando assim para a cadeia de custódia, e termina aqui o papel dos enfermeiros forenses. Nenhum enfermeiro forense investiga o caso, esse papel é exclusivo da polícia de investigação criminal. Para essas pessoas que andam a dizer asneiras devo dizer que ao contrário do que afirmam em alguns países, existem enfermeiros que vão ao local do crime apenas para recolher vestígios relacionados com o cadáver, mas mais uma vez não investigam o caso. Outra área em que a enfermagem forense tem um papel importante é na prevenção da violência, mas esse tema eu dedicarei o tempo necessário, em momento oportuno. Fica só o esclarecimento para algumas pessoas que andam a confundir as coisas, quem sabe porque gostavam de ter algum papel ativo na enfermagem forense mas na realidade não tem, nem terão porque são medíocres como pessoas e como profissionais. 
Como disse um dia Napoleão: Na vida todos somos reis ou peões, imperadores e tolos. Talvez tolos seja uma palavra adequada para essas pessoas, e eu acrescentaria ainda, coitadas!!!! E só mais uma coisa quantos artigos científicos publicaram em revistas científicas indexadas sobre algum tema de enfermagem forense? Zero....... 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015