segunda-feira, 15 de março de 2010

CROQUIS



Chegados a este ponto há que tomar as notas necessárias (esboço) à elaboração de Croquis e de Relatório circunstanciado.
Um croquis (palavra francesa, aportuguesada como croqui e traduzida como esboço ou rascunho) é uma reprodução gráfica, um desenho rápido, feito com o objectivo de discutir ou expressar graficamente uma situação ou ideia.
É conveniente que dele conste a definição das distâncias a que se encontram os vários elementos de interesse, por remissão a pontos fixos relacionados com a posição da vítima.
Um croquis, portanto, não exige grande precisão ou refinamento gráfico, embora deva ser feito à escala, podendo representar, por exemplo, um apartamento em termos de planta; uma sala vista de cima em termos de soalho e objectos; ou uma sala completa, com paredes e tecto rebatidos.
Por isso se diz que é um complemento da fotografia, em termos de fornecer medições e distâncias entre objectos, através de traços ou linhas que representam o conjunto em apreço.
São estes documentos, juntamente com as fotografias do local, que mais tarde permitirão a reconstituição do crime.

RECRIAÇÃO DA CENA DO CRIME

Muitas vezes impõe-se também fazer no local do crime uma breve reunião entre todos os investigadores, de modo a trazer ao conhecimento do responsável pela equipa toda a informação recolhida, em termos de prova pessoal e material.
Pode acontecer no final deste processo que não se tenha concluído por uma hipótese verosímil ou plausível, mas, sim, pela necessidade de procurar algum elemento real que, eventualmente, não tenha sido encontrado. Neste caso haverá lugar a uma nova busca ou inspecção, para localizar o vestígio ou informação necessária.

AUTÓPSIA PSICOLÓGICA

No mundo da investigação criminal, nomeadamente no campo da determinação do suicídio, falta invariavelmente o «factor determinante», isto é, o que se passava na mente da vítima na hora da morte.
É que um falecimento não deve ser classificado como suicídio até que tenha sido descartada qualquer outra possibilidade que o explique.
Autópsia Psicológica, em termos conceptuais, é a exploração retrospectiva e indirecta da personalidade e da vida de uma pessoa já falecida. Trata-se de fazer uma avaliação depois da morte, de como era a vítima em vida, uma espécie de reconstrução sociopsicológica postmorten.
Em termos de antecedente histórico do surgimento da autópsia psicológica recordamos o caso do oficial que foi vítima de homicídio às mãos da sua amante, nos anos 40 do século passado. O advogado de defesa da agressora solicitou aos peritos psiquiatras para provarem que o oficial era “anormal e perigoso”, como justificação para o gesto homicida da sua cliente.
Os peritos estudaram cartas, o diário íntimo e um livro de poemas do falecido, revisitaram a história clínica de um hospital militar onde a vítima estivera internado, podendo então estabelecer que padecia de um transtorno da personalidade particularmente centrado na sua vida sexual.
A autópsia psicológica enquanto técnica pericial surgiu nos EUA apenas nos anos 60 como uma saída para uma necessidade administrativa que pudesse definir a etiologia médico-legal das mortes duvidosas, para as quais não havia suficientes elementos para afirmar se se tratava de um suicídio ou um acidente.

Este processo, que se inicia logo após o exame à própria cena da morte nos casos penais, não pode ser realizado apenas por um perito, mas, precisa do trabalho em equipa dos criminalistas, médicos legistas e investigadores policiais, pois só assim é possível lograr uma caracterização profunda e cientificamente fundamentada da vítima.
Como se realiza então uma autópsia psicológica dentro do contexto da investigação criminal?
O principal factor neste trabalho é o processo em si mesmo, o modo de fazer as coisas, que parte do próprio lugar do facto. Não apenas os peritos em criminalística podem recolher vestígios, como também se podem levantar vestígios psicológicos que ficam impressos nos espaços que a vítima habitou e nas pessoas que com ela interactuaram. Para ambos os peritos a cena da morte emite sinais, que é preciso interpretar e descodificar. Nesse campo não podem deixar de ser levados em conta as notas, os diários, as cartas e outros documentos da vítima, que apesar de não revelarem valor aparente, são fundamentais para os investigadores, pois é muitas vezes entre eles que a está a chave do enigma da sua morte.
O segundo passo é a entrevista a pessoas que conheceram o falecido, de preferência familiares, amigos, vizinhos, companheiros de estudo, trabalho, religião, bem como relacionamentos de proximidade e acasalamento formais ou ocasionais.
É importante aclarar que a selecção das fontes de informação deve excluir suspeições provenientes de pessoas envolvidas na morte da vítima, pois o risco de «contaminação» é muito elevado.
Neste tipo de trabalho, a possibilidade de intercruzar critérios e hipóteses desde a primeira hora entre médicos legistas, criminalistas e investigadores policias, faz aumentar a eficácia desta técnica denominada autópsia psicológica., pois permite enriquecer a análise científica da vítima e das circunstâncias que rodearam a morte.
Uma vez recolhidos todos os elementos necessários para conseguir uma caracterização do caso, é conveniente a realização de uma discussão colectiva na qual participem os peritos e os investigadores policiais para possibilitar uma informação pericial em termos probabilísticos, pois trata-se aqui de uma avaliação indirecta e da formulação de conclusões que só ganham valor em termos de somatório dos elementos criminalísticos, policiológicos e médico-legais.
Como discernir através da autópsia psicológica entre suicídio, homicídio e acidente, no contexto de uma morte duvidosa, em que nem o médico-legista, nem o investigador têm suficientes elementos para decidir?
1. Valorando os factores de risco suicida, de risco hetero-agressivo ou de risco acidental.
2. Valorando o estilo de vida do morto
3. Determinando o estado mental no momento da morte
4. Estabelecendo as áreas de conflito e de motivação.
5. Desenhando o perfil de personalidade do morto
6. Determinando se existiam sinais de aviso pré-suicida.
7. Determinando se existia um estado pré-suicida.

Também como parte da investigação criminal a autópsia psicológica logra estabelecer o círculo de suspeitos nos homicídios de autor desconhecido. Ao caracterizar a vítima com os seus conflitos, motivações e estilo de vida, os psicólogos criminais oferecem aos investigadores criminais elementos de probabilidade quanto a possíveis autores. Dito de outra maneira: não só se adequam com frequência o autor e a vítima, um ao outro, como as condições de vida de ambos apresentam amiúde características complementares.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

SIGNIFICADO DOS VESTIGIOS



SANGUE NO CORPO -
  • Pode indicar se o crime foi cometido
  • Pode indicar o tipo de droga, os respectivos niveis, em que se encontram presentes
  • Permitem identificação positiva
  • Teste paternidade

RESTOS SANGUINEOS -

  • Humanos Vs não humanos
  • Identificação da droga
  • Caracteristicas de afinidade populacional
  • Reconstrução do evento, por interpretação da dispersão do sangue
  • Pode indicar armas envolvidas no caso, por transferencia de sangue

FORENSIC DEATH NURSE INVESTIGATOR



Uma das especialidades da enfermagem forense, é o FDNI, que consiste na avaliação das circunstancias da morte, em situações de morte súbita e violenta. O protocolo de actuação consiste em várias etapas, sendo uma delas a avaliação minuciosa do corpo. Assim deixo aqui algumas dicas para essa etapa:
- Ter a certeza que é descrito o que se vê, e não o que se pensa que se vê.
- Descrever a descrição geral do corpo
- Descrever roupas (estilo, cor, bolsos de fora, e outras particularidades relacionadas com a mesma)
- Descrever a localização e o aparecimento de ferimentos, contusões, etc.
- Descrever sangue: localização, padrão, direcção do fluxo, grau de coagulação
- Descrever condição, localização e extensão de: rigor mortis, livores, outras condições do corpo, indicativo do tempo de morte.
- Apontar temperatura atmosférica, mno local ou temperatura da H2O, em caos de corpos retirados dentro dela.
Ao mover o corpo deve ter.-se em atenção aos seguintes aspectos:
- Não mover o corpo antes de fotografar, examinar e avaliar
- Mover ou deixar o corpo a uma distancia mais curta possivél.
- NÃO CONTAMINAR O LOCAL
- O corpo deve ser colocados em zona limpa, que deve ser protegida
- Colocar sacos de papel nas mãos

AUTO-MUTILAÇÕES


Auto mutilação, tambem conhecido como auto lesão, é uma agressão delberada do corpo, sem qualquer intenção de cometer suicidio. Alguns ancaram a auto mutilação como uma tentativa de suicidio falhada.
Os instrumentos usados para infligir auto-lesões incluem: unhas, facas, lâminas, tesouras, pedaços de vidro e espelhos, cigarros, metal quente. Estes objectos são diferentes, do que são usados para suicidio, que podem incluir armas, sacos de plástico e saltar de estruturas altas.
Os auto mutiladores são cuidadosos, aprendem como executar lesões em si próprios de forma segura, sem necessidade de assistencia médica emergente.
Os adolescentes que se automutilam, em geral na escola não participam em actividades onde tenham que expor partes do corpo.
Sinais de alerta:
  1. Cicatrizes antigas e recentes de lesões auto infligidas
  2. Objectos como facas, navalhas ou isqueiros, (presença destes sem qualquer justificação)
  3. Desculpas frequentes para as lesões
  4. Sangue, cortes e queimaduras nas roupas
  5. Resposat defensiva quando confrontado com a possibilidade de auto mutilação

Oa auto mutiladores infligem as lesões em locais que não são visiveis e que são tapados com a roupa. As zonas que são mais comuns para lesão são: torax, braços, coxas, e algumas zonas onde se possa confundir com violencia doméstica.

Auto mutilação é um mecanismo repetitivo que o individuo usa para lidar com as emoções. O trabalho do enfermeiro forense é essencial, e a sua intervenção inclui triagem para identificar os auto mutiladores, que requerem intervenção médica imediata.É importante que o enfermeiro desenvolva um nivel de confiança com os doentes, para elaborar uma história clinica. Para ganhar essa confiança, deve tratar do assunto com privacidade, e dar segurança ao mesmo. Outro aspecto dos cuidados, envolve a documentação fotográfica da lesão e o uso de diagramas anatómicos

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Especialidades da Enfermagem Forense

Existem diversas especialidades na area da enfermagem foremse. Asw mais conhecidas são o SANE (Sexual Assault Nurse Examiner) e o FDNI (Forensic Death Nurse Investigator). Mas existem outras areas de intervenção muito importantes.
Enfermagem Forense Correcional- Prestam cuidados de enfermagem a individuos sob custódia judicial (em tribunal, prisão, casas de detecção juvenil). Os enfermeiros efectuam exames fisicos de rotina, administração de medicação e realização de pensos.
Enfermagem Clinica Forense - Os enfermeiros da clinica forense, trabalham nas salas de emergência, e realizam exames de pericia a crimes sexuais; tratamento de psiquiatria forense e investigação da morte. Contribuem ainda na investigação e consultoria de cuidados.
Enfermagem Gerontologia Forense - A enfermagem de gerontologia forense, ajuda na investigação de casos que envolvam abuso, negligencia ou exploração de idosos. Trabalham ainda na manutenção dos direitos legais e humanos dos idosos. Estes enfermeiros trabalham em hospitais, lares e outras instituições que se dedicam aos idosos.
Enfermagem Psiquiatria Forense - Os enfermeiros avaliam e escolhem os doentes para tratamento, providenciando os cuidados de reabilitação e supervisionam as acções dos doentes na comunidade. Os enfermeiros de psiquiatria forense, tambem podem examinar e tratar os doentes inimputaveis. Podem ainda assistir os colegas que tenham sofridos algum trauma psicológico.
SANE - Os enfermeiros avaliam as lesões que a vitima sofrau, localiza, recolhe e envia os vestigios forenses relativos a crimes sexuais. Providenciam informação sobre a vitima e possivel agressor. Em tribunal, o enfermeiro representa a vitima com o seu testemunho, baseado nas evidencias recolhidas e documentadas.