segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021



Segundo Walker (1979), os maus tratos nas mulheres não são constantes, nem a violência é ao acaso. Existe um ciclo definido para estes, o que vem explicar porque as mulheres se sentem desamparadas, confusas e com dificuldades em sair da violência.

Este fenómeno parece ter três fases distintas, que variam em tempo e intensidade e poderia chamar-se de “Teoria das três fases da violência familiar”, sendo a primeira a “fase da emergência da tensão”; a segunda é a “fase do incidente crítico da agressão” e a terceira a “fase da reconciliação ou de trégua”. Na fase da acumulação de tensão, a mulher tenta acalmar o agressor, podendo tornar-se submissa, antecipar os caprichos do companheiro ou ainda ter uma atitude de evitamento, no sentido de evitar a continuidade da violência. Muitas vezes assume uma culpa que não tem, ou pode ainda arranjar desculpas para uma determinada situação de explosão do agressor. A tensão vai crescendo e o agressor não tenta controlar seus impulsos, apoiado na aparente passividade da mulher. A mulher tenta prolongar esta primeira fase, no entanto a fragilidade da relação pode ser abalada por qualquer mínima situação externa. À medida que o comportamento do agressor se torna mais hostil mais difícil é suportar a tortura psicológica, o que leva a mulher a evitar o agressor, criando neste ainda maior tensão.

Na segunda fase surge o descontrole total e a descarga de tensão acumulada na primeira fase. Aqui, não é o comportamento da mulher, mas sim algum comportamento externo ou ainda o estado interno do homem, que é o desencadeador. Por vezes também pode ocorrer ser a mulher a provocar o incidente, por não suportar mais a ansiedade e a raiva, para além desta também saber que após a agressão grave, vem um período de calma. Nesta fase é impossível prever o tipo de violência que ocorrerá neste estágio crítico. A única alternativa para a mulher é encontrar um lugar seguro. Normalmente este é o ciclo mais curto.

Na terceira fase, caracterizada pelo comportamento de bondade e amor arrependido, o agressor tenta compensar a mulher, lamentando a sua agressividade, e esta, por seu lado, acredita que ele pode realmente controlar-se. É nesta fase que normalmente as mulheres retiram a queixa e desistem da separação ou divórcio. É nesta fase também que elas percebem a fragilidade e insegurança do agressor.

 

 

Consultoria Forense



A consultoria forense requer certificação e formação específica não só na área de consultoria, mas também na área forense. Para ser consultor forense não basta auto-intular-se de consultor, tem que existir certificação por entidade credenciada e reconhecida. Para quem é realmente consultor forense, sabe que a principal entidade de certificação internacional é o American College of Forensic Examiners Institute. Em Portugal a certificação é dada através de formação pós graduada, mestrado e Doutoramento em ciências forenses e corroborada através do departamento de investigação forense da FCT. O resto é apenas ilusão e conversa! 

Competências diferenciadas em enfermagem forense

A ANEFOR enviou para a Ordem dos Enfermeiros este documento no sentido de dar o seu contributo para as competências, mas até ao momento não recebeu qualquer Feedback. Além disso nenhum dos elementos da ANEFOR fez parte do grupo de trabalho que a OE organizou. Em reunião com a Bastonária demonstramos o nosso descontentamento com a situação, mas de nada valeu. Aguardamos a consulta publica. 

Livro - sexual assault



ABCD’s da Enfermagem Forense